Archive for September, 2007

Sep 29 2007

Análise Semanal - 29/09 (vídeo)

 

Essa semana o Ibov apresentou uma valorização de 4,61%, fechando o mês de Setembro com a impressionante alta de 10,67%.

Para quem acreditava que o otimismo seria apenas um reflexo do anúncio do corte da taxa de juros americana na semana passada, começa a procurar justificativas para o humor positivo dos investidores. Confesso que eu mesmo ando um pouco surpreso com essa alta toda.

O amigo Arthur, visitante do site, me mandou uma mensagem perguntando:

“Vários “profetas” no início do ano falaram que a bolsa, se desse tudo certo, fecharia o ano no 60 mil pontos. Durante a crise do subprime, essas estimativas foram revistas para baixo. Ontem fechamos em 61 mil pontos!!!! Uma subida vertiginosa, assustadora! Será que não é um movimento especulativo criando uma espécie de bolha? Será que a coisa vai cair feio no curto prazo?”

Arthur, a verdade é que os noticiários financeiros apresentam diariamente vários economistas (profetas ?) tentando explicar o porque desse movimento forte na bolsa. Achar uma explicação certa não é fácil e sinceramente, na minha opinião, inútil. O importante não é procurar entender o que leva os preços a subirem ou caírem no curto prazo. O fundamental é que você tenha uma estratégia definida caso ocorra um dos dois casos.

Com uma alta de “apenas” 0,55%, o Dow Jones mostrou muita timidez se comparado ao Ibov. Talvez isso possa alimentar a idéia da formação de uma bolha no mercado brasileiro. Mas sinceramente acredito que é ainda muito cedo para este tipo de especulação. O Brasil vive um cenário macroeconômico muito favorável e por se tratar de um mercado mais volátil é natural que apresente movimentos mais fortes.

Alguns indicadores americanos divulgados essa semana não nos ajudam a elucidar o que está por vir na próxima reunião do Fed. O índice de inflação preferido pelo Fed, o PCE (índice de preços dos gastos com consumo, descontando alimentos e energia), subiu 1,8% em agosto na comparação com um ano antes. Somado a isso, os gastos dos consumidores norte-americanos subiram 0,6% e a renda média avançou 0,3%. Ou seja, as pressões inflacionárias continuam presentes. O banco americano terá uma árdua tarefa no próximo encontro: escolher entre amenizar a recessão eminente (cortando os juros) ou estancar a subida dos preços (subindo os juros).

 

video-8

 

Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Sep 28 2007

Liquidez na bolsa brasileira

Publicado por CHRistian em Informações, Opinião

 

volumesUm estudo interessante publicado hoje no Valor Economico, mostra como anda a liquidez da bolsa brasileira, comparada com as demais bolsas mundiais.

Na América Latina o estudo analisou 7 mercados: Brasil, México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Venezuela. A Bovespa responde por 70% do total do giro financeiro com US$ 1,81 bilhão por dia. No total as sete bolsas movimentaram US$ 2,571 bilhões por dia em 2007.

No ranking das 10 ações mais liquidas da América Latina existem oito papéis de empresas brasileiras. O papel PN da Petrobras é o mais negociado no continente, com média diária de US$ 227 milhões. Na seqüência vem a ação PNA da Vale, com giro diário médio de US$ 207,9 milhões. O terceiro lugar é da mexicana América Móvil, com US$ 112,2 milhões/dia.
O restante do ranking é composto por: Bradesco PN (US$ 62,2 milhões/dia); Usiminas PNA (US$ 60,5 milhões/dia); Wal Mart de México (US$ 52,5 milhões/dia); Vale ON (US$ 51,5 milhões/dia); Itaú PN (US$ 45,5 milhões/dia); Petrobras ON (US$ 41,4 milhões/dia) e Siderúrgica Nacional ON (US$ 40 milhões/dia).

O fácil perceber o papel de destaque que a liquidez da Bovespa possui em relação aos outros países do estudo. Mas se compararmos com o mercado americano, as coisas se tornam bem diferentes. Apenas o giro com as ações da Apple (US$ 3,917 bilhões/dia) supera todo o volume diário das sete bolsas da América Latina (US$ 2,571 bilhões/dia) !  

O volume financeiro total das sete bolsas analisada soma US$ 473,379 bilhões em 2007. Para efeito de comparação, a Economática indica que o volume financeiro médio das ações do índice S & P 500 é de US$ 110,039 bilhões/dia. Portanto, vale dizer que quatro dias de negociação dos ativos do S & P 500 equivalem ao movimento de todo o ano de 2007 das sete bolsas latino americanas.

Não é em vão portanto, quando falamos que nossa bolsa continua sendo a filial da matriz americana. :)

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Sep 27 2007

Especulando - SMTO3

Publicado por CHRistian em Especulando

 

SMTO3Seguindo a sugestão do amigo Fernando do site Primeiro Milhão , a SMTO3 se apresenta bastante interessante. Usando como suporte a MM50 períodos, a LTA de curto prazo e um forte suporte horizontal nos 20,00, o papel teria espaço de alta até os 22,50. O stop ficaria abaixo dos 19,90.

Enquanto escrevia este artigo, o Santander comprou pesado no leilão, deixando o ponto de entrada, que estava na mínima do dia, um pouco distante. Mesmo tendo diminuído a relação risco x retorno o setup gráfico ainda está valendo.

 

 

Lembrando: As postagens na categoria Especulando tem o intuito apenas de servirem como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor respresentam recomendações de investimento.

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Sep 27 2007

Especulando - FFTL4 (venda)

Publicado por CHRistian em Especulando

 

FFTL4-3Objetivo alcançado. Após o rompimento do triângulo simétrico, os preços testaram o topo histórico. Compra nos 64,15, venda nos 67,99. Rentabilidade bruta de 6 % em 6 dias.

 

 

 

 

Lembrando: As postagens na categoria Especulando tem o intuito apenas de servirem como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor respresentam recomendações de investimento.

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Sep 25 2007

Dólar perto da mínima

Publicado por CHRistian em Análises

 

DOLFUTO dólar hoje foi negociado 1,86 muito próximo da sua mínima antes da crise sub-prime, que foi de 1,855. A moeda norte-americana registra o terceiro pregão consecutivo de baixa.

Graficamente o rompimento desse suporte não será fácil, mas caso aconteça abrirá espaço para um movimento mais forte.

Lembrando que normalmente o dólar anda na contramão do Ibovespa, caso a moeda venha a ser negociada abaixo de 1,85 é de se esperar uma alta ainda maior no índice. Confesso que não gosto deste cenário e chego até ficar preocupado.

No mercado já se começa a falar em bolha nos preços dos ativos dos países emergentes. Depois do anúncio do corte do Federal Reserve na semana passada, em muitos países emergentes, inclusive no Brasil, as ações subiram com força e muito rapidamente. Bem diferente dos índices nos países desenvolvidos. O S&P500, por exemplo, registrou ganho de “apenas” 5,6% ao longo do mesmo período.

Talvez uma justificativa para esta diferença de desempenho esteja no ritmo de crescimento dos países em desenvolvimento (bem acima dos países desenvolvidos), nas elevadas reservas cambiais (que criam um confortável colchão de segurança) e nos vigorosos mercados de commodities (batendo recordes e mais recordes históricos).

Enfim, essas são apenas as minhas reflexões sobre o momento atual. Digamos que um tanto cautelosas. Porém ficar parado e especular sobre o futuro pode representar a perda de uma ou outra oportunidade.

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Sep 24 2007

Fixed Fraction Method

 

Depois de algum tempo sem postar, estou retomando os artigos relacionados as estratégias de Money Management. Gostaria de agradecer aos emails recebidos de leitores elogiando e se interessando pelos artigos escritos sobre o assunto. Devido ao grande trabalho que estes artigos demandam, sem dúvida sem as palavras de incentivo de vocês talvez não voltasse a abordar o assunto.

Antes de iniciarmos, julgo interessante para aqueles que não leram os artigos anteriores  que o façam. Sem dúvida o entendimento será muito maior.

( Money Management, Martingale, Antimartingale, A formula de Kelly )

O Fixed Fraction Method é um sistema de manejo de risco que procura identificar qual é o melhor percentual do nosso capital de investimento que devemos arriscar em cada operação. Esse percentual é identificado como “fraction” ou “f%” ou simplesmente “f”.

O método exige que o investidor determine um stop loss e o valor financeiro máximo que se admite perder em cada operação. Dividindo um valor pelo outro alcançamos a quantidade de contratos (ou ações) que podem ser operados. Depois de cada operação concluída é necessário refazer o cálculo para que se determine o novo número de contratos a ser negociado.

Vamos supor uma série de trades, para ajudar na compreensão:

 

fixed-1

 

Vamos imaginar também que queremos limitar nossa perda em cada trade em 1.250 reais (stop loss) e que iremos arriscar 5% do nosso capital total em cada operação. Iniciamos a simulação com um montante de 100.000 reais.

 

fixed-2 

 

Chegamos no final da simulação com um resultado de 123.150 reais(121.750+1.400 do décimo trade). Sem dúvida o percentual de 5% nos trouxe uma boa rentabilidade, mas será que é o melhor ? Vamos simular agora com outros percentuais:

 

fixed-3

 

Percebe-se que o aumento do percentual arriscado não corresponde necessariamente a um aumento do resultado final. O montante final com o percentual de 25% é superior ao de 50%. Aliás, esta constatação parece até óbvia. Afinal se pensassemos em operar com 100% do capital, bastaria um trade para que zerassemos nossa conta.

Devemos ressaltar que o percentual arriscado não representa o drawdown do sistema. O drawdown depende da sequência dos trades.

Ser obrigado a “stopar” uma operação é muito desagradável, mas sem dúvida é muito mais estressante para o trader assimilar um drawdown percentual, ou seja, o quanto se desvaloriza nosso capital total depois de ter alcançado uma máxima relativa.

Dito isso, vamos acrescentar ao nosso exemplo o drawdown (DD) e a respectiva percentual (DD%) depois de cada operação. Por exemplo, no primeiro trade nos perdemos 1.000 reais; começando com 100.000 reais menos os 1.000(=DD), chegamos aos 99.000, exatamente 1% (=DD%) de 100.000. Os cálculos são simples, lembrando que o drawdown é calculado sempre pela máxima cotação do contrato.

(Caso tenham alguma dúvida, sobre o entendimento da tabela abaixo, por favor, comentem. Terei enorme prazer em explicar).

 

fixed-4

 

Os percentuais em negrito representam os maiores drawdowns percentuais em cada fração “f” testada.

É interessante notar que nem sempre o maior drawdown percentual representa o maior drawdown absoluto. Isso se torna evidente na coluna da fração de 50%, onde o máximo DD% é a incrível marca de 69,91% correspondente ao valor absoluto de 108.500 reais, enquanto após alguns trades a estratégia alcança um valor de perda de 141.250 reais, diante de um percentual de “apenas” 49,68%.

Normalmente são utilizados os valores percentuais, considerando que a resistência a perda de determinado valor aumenta com o crescimento do capital total. Ou seja, perder 1.000 reais para quem tem 10.000, não é a mesma coisa (psicologicamente falando), do que uma perda de 1.000 e tem uma conta de 100.000 reais.

Voltando a olhar a tabela, parece evidente que uma exposição maior provoca movimentos mais voláteis, tanto nos trades positivos como naqueles negativos. O percentual de 25% no nosso exemplo aparece como a melhor escolha depois de 10 trades, levando o saldo total da nossa conta a 215.950 reais, mais de 115% de valorização. Mas aí, surge a pergunta fundamental: Quantos traders resistiriam a um drawdown de 43,41%, levando o total da conta a 78.550, diante dos 100.000 iniciais ?

Se conhecêssemos o futuro nossa tarefa seria mais fácil, escolheríamos o “f” igual a 25%, e teríamos apenas o trabalho de contar o dinheiro. :)

Bem, se você chegou até aqui, sem dúvida se interessou pelo assunto. Descobrimos agora a importância do drawdown na definição da nossa estratégia de money management. Nos próximos artigos continuarei com o estudo, buscando trazer para vocês os métodos e as aplicações mais usados por traders de todo o mundo.

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Sep 22 2007

Análise Semanal - 22/09 (vídeo)

 

A semana do corte do Fed terminou. E com ela parece ter voltado (pelo menos por enquanto…) o bom humor nos mercados. O Ibov subiu 5,82% e o Dow 2,81%.

O corte de 0,50 ponto percentual, mostrou que o Fed está realmente pronto para agir. Sem medo, de deixar a impressão de ser apenas uma reação assustada, Ben Bernanke, mostrou preocupação em proteger a economia americana contra as recentes turbulências financeiras. “Nós tomamos a atitude para tentar superar a situação e tentar evitar potenciais efeitos das condições de crédito mais apertadas sobre a economia ampla”, afirmou o presidente do Federal Reserve.

É bom lembrar que mesmo assim as perspectivas economicas continuam nebulosas. A inadimplência nos empréstimos para moradia feito a tomadores com mau histórico de crédito é mais do que um risco e está se disseminando mais amplamente. Por outro lado o Fed, não pode esquecer das pressão inflacionária, que apesar da trégua mostrada nos últimos indicadores, continua presente.

Nesta próxima semana, não faltarão indicadores, para que tenhamos uma idéia ainda mais clara da extensão da crise americana.

Divulgação de resultados de empresas, indicadores sobre a inflação e PIB (Produto Interno Bruto) e discursos de membros do Fed podem trazer novas interpretações sobre o subprime.

Veja o vídeo e saiba como se comportaram e quais as perspectivas dos índices brasileiro e americano, sob a ótica da análise gráfica:

video-7

 

Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Sep 22 2007

Especulando - FFTL4

Publicado por CHRistian em Especulando

 

FFTL4-2Apesar de já fazer parte da minha carteira CHR, percebo uma boa oportunidade gráfica no papel. Podemos reparar que a FFTL4 encontra-se próxima de um momento de decisão, pressionada pelas paredes laterais de um triângulo simétrico (linhas verdes). O rompimento da LTB, pode ser o start-up da operação. O suporte por volta dos 63,00 é forte pelo fato de representar uma conjunção de fatores. Nesse patamar passa a MM50 períodos, a LTA do triângulo, uma LTA de longo prazo iniciada no ínicio da tendência de alta (linha preta) em Novembro de 2006 e representa a retração de 61,8% de Fibonacci.
A FFTL4 é uma papel lento. Ou seja não espere dele, grandes arrancadas. Mas também costuma ter “vida própria” e não necessariamente é levado pela direção do índice.
Stop abaixo dos 63,00 e objetivo 68,00.

 

Lembrando que as operações da categoria Especulando, não necessariamente são executadas por mim. O intuito aqui é abrirmos um canal de discussão para operações exclusivamente gráficas.

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Publicado por CHRistian em Pensamentos

 

” O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento. “

 John Kennedy

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Sep 21 2007

Especulando - JBBS3

Publicado por CHRistian em Especulando

 

Resolvi criar uma nova categoria, onde pretendo postar análises especulativas de determinados ativos, usando como parâmetro apenas a análise gráfica. Essas operações não necessariamente serão realizadas por mim. O intuito é de abrir um canal de discussão sobre estratégias gráficas de período mais curto, do que as operações realizadas na carteira CHR.

Utilizarei algumas técnicas específicas, mas adoraria “ouvir” a opinião de vocês, ampliando mutuamente o nosso aprendizado.

Para começar, segue análise da JBBS3.

JBSS3A JBBS3, está testando um suporte interessante na faixa dos 8,00/8,10. Devido ao patamar já ter sido testado em fundos e topos anteriores e por se tratar de uma zona próxima da retração 61,8% da última perna de alta (marrom), pode estar se configurando um pivot. Esse ponto representa a base de uma zona de congestão (verde). Stop curto abaixo 7,90. Objetivo 8,90.

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