Nas últimas semanas comecei a comprar posições na Rossi Residencial. Assim como já venho fazendo a algum tempo, os primeiros lotes adquiridos são bem pequenos, procurando medir a “temperatura” do papel.
A Rossi Residencial é uma das principais construtoras e incorporadoras do Brasil. Fundada em 1980, atua, por meio de seus escritorios regionais, principalmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campinas, onde se apresentam um elevado déficit habitacional, população com poder de compra acima da média nacional e crescimento econômico e demográfico.
A Rossi está entre os líderes no segmento do mercado de incorporação de Imóveis Residenciais voltados à Classe Média, com uma ampla carteira de clientes. Com uma ampla experiência de gestão imobiliária, administração do processo de construção, estratégia de vendas e estruturação financeira e jurídica, a empresa se destaca no segmento. Tive a oportunidade de falar com algumas pessoas do setor de construção, e o respeito e a admiração com que se referiam a Rossi, despertou ainda mais meu interesse em investir na companhia.
O foco na Classe Média é muito oportuno. A Companhia acredita haver condições favoráveis para que a demanda por imóveis nesse segmento aumente consideravelmente, por conta de sua atual expectativa em relação (a) ao aumento da oferta de crédito e redução das taxas de juros para financiamento imobiliário para a classe média; e (b) a uma combinação de fatores macro-econômicos favoráveis, tais como a redução dos juros oficiais, o crescimento do PIB, inflação e desemprego decrescentes.
Ontem a Rossi informou, através de Comunicado ao Mercado, a revisão das projeções do VGV (Volume Geral de Vendas) para o biênio de 2008/2009, assim como uma prévia dos resultados do 3T07 (saiba mais…). Os números impressionam:

Veja abaixo a evolução nos empreendimentos da companhia, comparando os trimestres anteriores:

Fonte: Rossi Residencial
Gráfico Diário
A RSID3 se aproxima dos 100% de valorização em 2007. O gráfico do papel destoa em relação aos seus pares no segmento de construção. Enquanto, papeis como CYRE3 e GFSA3 apresentam uma forte volatilidade, a RSID3 (se olharmos para o passado recente) pode ser considerado um ativo mais tranquilo. Mesmo sabendo que eventos do passado não são certeza de se comportarem igualmente no futuro, a RSID3 se apresenta com uma configuração gráfica mais sólida, com poucos momentos de congestão. Desta forma, o rompimento do antigo topo histórico, por volta dos 53,30, disparou o start-up da operação.
Interessante observarmos o estreitamento das bandas de bolinger, presupondo um movimento mais forte. O OBV também encontra-se muito forte.
Como a alocação de recursos é feita aos poucos, o stop pode ser posicionado com uma margem maior. Inicialmente, ele se encontra abaixo dos 46,00, onde romperia um suporte horizontal e consequentemente a MM50. O objetivo gráfico, seguindo as expansões de Fibonacci, se encontra nos 73,00.
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