Archive for October, 2007

Oct 31 2007

Palestra na Expomoney

Publicado por CHRistian em Informações

 

Amigos, ontem fui convidado pela organização da Expomoney, para falar sobre a minha experiência como investidor pessoa física no evento do Rio de Janeiro, que será realizado na próxima semana, nos dias 07 e 08 de Novembro. Fiquei muito honrado e feliz, mas confesso que depois de desligar o telefone, senti aquele friozinho na barriga. :)

A minha palestra será no dia 08/11 às 19:30hs na sala Banco do Brasil. Clique aqui e conheça toda a grade de palestras do evento.palestra

Gostaria de convidar todos os visitantes do blog a prestigiarem o evento e se possível darem uma passada na minha apresentação. Teria enorme prazer em conhecê-los pessoalmente.

Por fim, queria agradecer muito o amigo Dr. Fox, que ministrou a  mesma palestra em São Paulo, e me indicou à direção do evento.

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Oct 30 2007

Fosfertil mantendo boa perspectiva

Publicado por CHRistian em FFTL4, x Histórico

 

A Fosfertil, maior fabricante de matérias-primas para adubos, informou através de comunicado ao mercado que o lucro líquido, nos primeiros nove meses do ano, aumentou 140% sobre igual período do ano passado. Assim como a receita líquida cresceu 27,1% em relação a igual período de 2006.

E parece que o aquecimento no setor continuará para a safra 2007-2008. Segundo a consultoria Agroconsult, o setor deve movimentar cerca de R$ 12 bilhões em 2007 no Brasil, o que equivale a um volume recorde de 24 milhões de toneladas. Segundo a consultoria, o consumo deve ser ainda maior em 2008 e com o aumento da demanda internacional por óleos vegetais, com destaque para a soja que continuará determinando o consumo de fertilizantes nos Brasil. A expectativa é de que também haja incremento no consumo do insumo para cana-de-açúcar e milho.

Dois aspectos chamam a minha atenção atualmente na Fosfertil. Com a queda do dólar a empresa reduz em muito o custo dos insumos importados. E com a crescente demanda mundial por um combustível ecológico, o consumo de fertilizantes deve acompanhar esta tendência. 

 

Grafíco Diário

 

FFTL4-4Graficamente, a FFTL4 continua respeitando (teimosamente) uma LTA aritmética de longo prazo. Hoje, ocorreu um violino papa-stops muito desagradável para quem possuía uma ordem programada na corretora. Infelizmente em papeis com uma liquidez reduzida, o posicionamento de stops pode ocasionar perdas inesperadas. Esse movimento de hoje, confirmou um novo teste na média móvel de 50 períodos, que vem servindo como sustentação em toda a perna de alta desde novembro de 2006. A confirmação do rompimento dos 69,50 deverá levar os preços até o patamar dos 72,00, que representa o objetivo segundo as expansões de Fibonacci. O OBV se antecipou e já rompeu o topo anterior.

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Oct 27 2007

Análise Semanal - 27/10 (vídeo)

 

Uma semana de recuperação. O Ibov subiu 5,55% alcançando sua máxima histórica nos 64275. O Dow Jones foi pelo mesmo caminho, subindo 2,11% e revertendo a baixa apresentada na semana anterior.

A semana não apresentou indicadores relevantes e pouco acrescentou na minha análise sobre a extensão da crise americana. Na quinta-feira o Departamento do Comércio americano informou que a comercialização de moradias novas nos Estados Unidos aumentou 4,8% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 770 mil unidades. Sem dúvida um número inesperado. Muitas vezes esses indicadores são retificados posteriormente. Talvez este seja o caso, afinal de contas uma melhora no segmento imobiliário americano tão rapidamente não estava nos planos de nenhum analista do mercado.

Na quinta-feira, também nos EUA, os pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos apresentaram o segundo mês consecutivo de queda. As encomendas caíram 1,7% em setembro, depois de uma retração de 5,3% em agosto (número revisto). Mais uma vez, percebe-se que as pressões inflacionárias encontram-se controladas. Ou seja, caminho aberto para novos cortes na taxa de juros americana.

No âmbito doméstico, tivemos a divulgação da ata da reunião do Copom realizada na semana passada. O documento se mostrou desproporcionalmente conservador em face das informações sobre o andamento calmo da inflação e retirou o viés de baixa introduzido na Selic pelo comunicado expedido depois do encontro. A nota relata a decisão de se promover uma ” pausa ” na flexibilização monetária.
A leitura feita pelo mercado foi de que essa “pausa” poderá durar mais tempo do que se imaginava. A expectatica entre os analistas é que novos cortes devem apenas voltar no segundo semestre de 2008.

Para a próxima semana, o grande destaque ocorre no dia 31/10, quando o Fed “deve” anunciar mais um corte na taxa básica de juros americana. “Deve”… porque afinal de contas, Ben Bernanke vém se especializando em surpreender o mercado. :)

 

video-12.jpg

 

Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Oct 25 2007

Possível Explicação

 

Depois de o saldo do fluxo de estrangeiros na Bovespa, alcançar em Setembro a maior alta do ano, fechando o mês com mais de R$3 Bilhões no azul, o mês de Outubro vém invertendo esta trajetória. Até o dia 19/10, os estrangeiros apresentavam um saldo negativo superior a R$2,8 Bilhões. Desde 2005, esse é o segundo maior saldo negativo, perdendo apenas para julho deste ano, negativo em R$3,248 Bilhões.

 

fluxo-36

 

Antes que comecemos a nos preocupar, uma possível explicação pode ser a onda de ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês) que voltou neste mês e que não entra nesta conta. Muitos estrangeiros vendem ações brasileiras que já tem em carteira para comprar papéis nos IPOs, fazendo com que a conta dos fluxos fique negativa.

E é neste cenário, que a IPO da Bovespa, aparece em destaque. Com a data marcada para início das negociações para o dia 26/10, a IPO da bolsa brasileira atingiu R$6,625 Bilhões, ficando com o preço fixado em R23,00 (teto máximo da faixa indicativa). A demanda superou em dez vezes a oferta ficando em R$60 Bilhões.

Na semana que vém saberemos os números do fluxo da sexta-feira, dia 26/10, data da IPO. Vamos ficar de olho, se a explicação proposta acima se concretiza, e teremos um retorno na ponta compradora por parte dos estrangeiros.

 

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Oct 24 2007

Rossi Residencial - Iniciando cobertura

Publicado por CHRistian em RSID3, x Histórico

 

Nas últimas semanas comecei a comprar posições na Rossi Residencial. Assim como já venho fazendo a algum tempo, os primeiros lotes adquiridos são bem pequenos, procurando medir a “temperatura” do papel.

A Rossi Residencial é uma das principais construtoras e incorporadoras do Brasil. Fundada em 1980, atua, por meio de seus escritorios regionais,  principalmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campinas, onde se apresentam um elevado déficit habitacional, população com poder de compra acima da média nacional e crescimento econômico e demográfico.

A Rossi está entre os líderes no segmento do mercado de incorporação de Imóveis Residenciais voltados à Classe Média, com uma ampla carteira de clientes. Com uma ampla experiência de gestão imobiliária, administração do processo de construção, estratégia de vendas e estruturação financeira e jurídica, a empresa se destaca no segmento. Tive a oportunidade de falar com algumas pessoas do setor de construção, e o respeito e a admiração com que se referiam a Rossi, despertou ainda mais meu interesse em investir na companhia.

O foco na Classe Média é muito oportuno. A Companhia acredita haver condições favoráveis para que a demanda por imóveis nesse segmento aumente consideravelmente, por conta de sua atual expectativa em relação (a) ao aumento da oferta de crédito e redução das taxas de juros para financiamento imobiliário para a classe média; e (b) a uma combinação de fatores macro-econômicos favoráveis, tais como a redução dos juros oficiais, o crescimento do PIB, inflação e desemprego decrescentes.

Ontem a Rossi informou, através de Comunicado ao Mercado, a revisão das projeções do VGV (Volume Geral de Vendas) para o biênio de 2008/2009, assim como uma prévia dos resultados do 3T07 (saiba mais…). Os números impressionam:

 

rossi1.jpg

 

Veja abaixo a evolução  nos empreendimentos da companhia, comparando os trimestres anteriores:

 

rossi2     rossi4    rossi3

 

Fonte: Rossi Residencial

 

Gráfico Diário

RSID3-3A RSID3 se aproxima dos 100% de valorização em 2007. O gráfico do papel destoa em relação aos seus pares no segmento de construção. Enquanto, papeis como CYRE3 e GFSA3 apresentam uma forte volatilidade, a RSID3 (se olharmos para o passado recente) pode ser considerado um ativo mais tranquilo. Mesmo sabendo que eventos do passado não são certeza de se comportarem igualmente no futuro, a RSID3 se apresenta com uma configuração gráfica mais sólida, com poucos momentos de congestão. Desta forma, o rompimento do antigo topo histórico, por volta dos 53,30, disparou o start-up da operação.

Interessante observarmos o estreitamento das bandas de bolinger, presupondo um movimento mais forte. O OBV também encontra-se muito forte.

Como a alocação de recursos é feita aos poucos, o stop pode ser posicionado com uma margem maior. Inicialmente, ele se encontra abaixo dos 46,00, onde romperia um suporte horizontal e consequentemente a MM50. O objetivo gráfico, seguindo as expansões de Fibonacci, se encontra nos 73,00.

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Oct 23 2007

Descubra o que são os Fundos de Riqueza Soberana

Publicado por CHRistian em Informações, Opinião

 

riqueza_590Com as economias dos países cada vez mais interligadas, as bolsas no mundo começam a receber recursos de onde até pouco tempo nem se imaginava. Países como China, Cingapura, Coreia do Sul, Noruega e até mesmo Botsuana já possuem participação em empresas de destaque em diversos mercados de países desenvolvidos.

Esses países utilizam os chamados Fundos de Riqueza Soberana (SWF, na sigla em inglês) para fazer os investimentos. Os recursos provém das reservas internacionais dos países, que captam o dinheiro a custos módicos e fazem aplicações com retorno mais atraente.

Os países que optam pelos SWFs possuem três caracteristicas específicas:

 

  •  No primeiro caso, estão as economias exportadoras de recursos naturais esgotáveis e que são fortemente dependentes dessas receitas.
    São os casos, por exemplo, de Noruega, Rússia e países do Oriente Médio (petróleo), do Chile (cobre) e de Botsuana (diamante). O Brasil é forte produtor e exportador de commodities, mas, em sua maioria, de produtos renováveis.
  • Na segunda hipótese, estão os países que geram superávits fiscais elevados. Novamente, não é o caso brasileiro. Embora venha produzindo superávits primários, o setor público consolidado (União, Estados e municípios) ainda é deficitário - até agosto, o déficit nominal acumulado em 12 meses somou R$ 51,4 bilhões (2,08% do PIB).
  • A terceira forma de motivação diz respeito às economias que possuem superávit comercial, saldo positivo no balanço de pagamentos e elevadas reservas cambiais. O Brasil reúne boas condições nessas áreas. Acumula saldo comercial favorável (US$ 31 bilhões, entre janeiro e setembro), balanço de pagamentos superavitário (US$ 10,6 bilhões, equivalentes a 0,9% do PIB, em 12 meses, até agosto) e reservas de US$ 162 bilhões, cerca de US$ 100 bilhões acima da dívida externa do setor público.

 

Mesmo contrariando as premissas listadas acima, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, confirmou essa semana a intenção do país de criar um fundo soberano. Ressaltou apenas que o país deve cumprir duas etapas antes: a obtenção do grau de investimento, que, segundo o próprio ministro, só deverá acontecer em meados de 2008; e a acumulação de um mínimo de US$ 180 bilhões em reservas cambiais, montante suficiente para honrar a dívida externa, inclusive a do setor privado. Até sexta-feira, as reservas somavam US$ 163 bilhões.

A criação de SWFs mundo afora, representa uma faceta inédita da globalização, em que os governos de mercados emergentes estão se tornando, por meio destes fundos soberanos, os principais acionistas de companhias importantes. Conforme mencionou Steffen Kern, economista do Deutsche Bank, “Parece que o mundo virou de cabeça para baixo !”.

Essa situação já começa a preocupar os países desenvolvidos, em particular os EUA. Os SWFs da China e da Arabia Saudita tem adquirido participações em bancos e grande empresas americanas.Na semana passada, no encontro dos ministros das finanças do G-7, grupo que representa os países mais desenvolvidos, o assunto foi o tema do dia. Sob pressão dos EUA, ficou definido que o FMI e outras istituições multilaterais deverão definir um código de conduta para os fundos soberanos.

É fundamental acompanharmos de perto essas mudanças na trajetória dos recursos financeiros mundiais. Me parece cada vez mais claro, que estamos diante de uma nova ordem economica mundial. 

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Oct 22 2007

IPO Bovespa - Forte demanda

 

Como era de se esperar…

A notícia abaixo acabou de ser publicada pelo Infomoney. Ainda não saiu uma confirmação, mas em se concretizando, mostra a enorme procura do papel.

Acho que essa IPO vai marcar a história da bolsa brasileira.

 

Bovespa Holding: CVM diz que irá exigir mudanças nas regras da oferta de ações

Por: Gustavo Kahil
22/10/07 - 17h50
InfoMoney
SÃO PAULO - A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) irá exigir que a Bovespa Holding envie um comunicado ao mercado alterando alguns itens da oferta inicial de ações (IPO) devido a informações transmitidas com exclusividade aos investidores institucionais.
Segundo o superintendente de Registros da CVM, Carlos Alberto Rebello, os investidores institucionais têm sido avisados por telefone sobre a elevação do intervalo de preços de R$ 17 a R$ 21,50; para R$ 20 a R$ 23.
Para manter a transparência da operação, a autarquia irá enviar ainda nesta segunda-feira (22) um ofício exigindo a elaboração de comunicado oficial para transmitir a mesma informação para os investidores pessoa física.
Desistência e pessoas vinculadas
Rebello adiantou ainda que será determinada a possibilidade do investidor reafirmar ou desistir da reserva de ações da Bolsa. “Nós estamos determinando que eles publiquem um aviso amanhã”, explicou.
As pessoas vinculadas também serão retiradas da oferta devido ao chamado “Hot Issue”, ou seja, quando a demanda de papéis é grande. “A legislação exige que as pessoas vinculadas sejam retiradas do bookbuilding e do varejo”, conclui.
Bovespa não confirmou
Contatada pela equipe da InfoMoney nesta tarde, a Bovespa não havia confirmado a elevação do range da oferta. “Eu não confirmo isso”, disse o supervisor de Relações com Investidores, Cláudio Jacob.
Segundo ele, quando ocorresse qualquer mudança na faixa de preços, a informação seria publicada. Contatados, os coordenadores da oferta, Credit Suisse (Coordenador Líder), Goldman Sachs (Coordenador) e UBS Pactual (Coordenador Internacional) preferiram não se pronunciar.

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Oct 22 2007

Vale x Petrobras - Que diferença !

Publicado por CHRistian em Informações, Opinião

 

A alguns dias, no Jornal da Globo, saiu uma reportagem interessante sobre a Vale do Rio Doce. Nela, a TV Globo, compara a mineradora com a Petrobras e passa uma série de informações que comprovam o benefício que a empresa obteve graças a sua privatização. Ao contrário da estatal que serve apenas como cabide de emprego. A reportagem se encerra com a opinião sempre contundente do Arnaldo Jabor.

Aliás o assunto sobre o plebiscito da reestatização da Vale, já havia sido tema de um artigo por aqui.

Se você não teve oportunidade de assistir e é acionista da Vale (como eu), vale muito a pena.

 

 

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Oct 19 2007

Análise Semanal- 20/10 (vídeo)

Essa foi uma semana de muita volatilidade. O Dow fechou com uma queda acentuada de 4,05%. O Ibovespa (até certo ponto de forma inusitada), mostrou menos fraqueza e caiu “apenas” 2,50%, já que o mercado nacional costuma apresentar movimentos de maior intensidade, independente da direção.

O destaque negativo nos indicadores foi a atividade de construção de moradias nos Estados Unidos, divulgado na quarta, que diminuiu 10,2% em setembro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,191 milhão de unidades, o nível mais baixo em 14 anos, desde março de 1993. Esses números trouxeram certa apreensão aos analistas, deixando claro que a crise pode ter maiores proporções do que era esperado.

No mesmo dia foram divulgados números da inflação americana, através do índice de preços ao consumidor. Com uma variação pouco acima do esperado por analistas, as pressões inflacionárias parecem ainda sob controle, deixando espaço para novos cortes do Fed.

Aliás esse foi o contexto do presidente do banco central americano, no seu pronunciamento ontem, sexta-feira. Ben Bernanke, disse que a instituição deve tomar atitudes rigorosas em certos momentos para evitar os piores cenários econômicos. “Na verdade, a intuição sugere que uma ação forte deve estar assegurada para evitar conseqüências particularmente custosas”. Definitivamente, parece que as portas estão abertas para novos cortes.

No mercado doméstico, o destaque foi a manutenção da taxa Selic nos 11,25% ao ano. O curioso foi a votação por unanimidade, já que o mercado se mostrava muito indeciso.

Na próxima semana teremos poucos indicadores relevantes. Nos EUA, teremos mais informações sobre o setor imobiliário e por aqui teremos acesso ao relatório da reunião do Copom.

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Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Oct 19 2007

NETC4 - É chegada a hora…

Publicado por CHRistian em NETC4, x Histórico

 

Praticamente dois meses se passaram, desde o dia que publiquei o artigo Desafio Psicológico. Nele, abordava a dúvida quanto ao meu posicionamento na NETC4. Me questionava, se já não era hora de diminuir o peso da empresa na minha carteira. Bem, acho que esse momento está próximo.

A NETC4 hoje, ocupa 19% da minha carteira CHR. É verdade que boa parte da fatia, se deve a forte valorização da companhia nos últimos anos, mas mesmo assim acredito que se faz necessário no momento uma adequação mais racional.

Ontem saiu o resultado do terceiro trimestre de 2007 da empresa. A Net continua em forte expansão. A base de clientes continua crescendo nos principais serviços - TV a cabo, banda larga e telefone - e a desvalorização do dólar contribuiram para o aumento de 341% no lucro da companhia no período, que chegou a R$ 51 milhões.

Em paralelo a divulgação, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S & P) elevou de ” BB- ” para ” BB ” a nota de crédito. Segundo a analista da agência, Milena Zaniboni, a melhoria na avaliação se baseou na capacidade da empresa crescer sua receita e sua base de clientes ao mesmo tempo em que executa uma política financeira “prudente”. Além disso, a S & P cita que a Net tem boa posição na oferta conjugada de TV a cabo, internet banda larga e telefonia, e que a empresa deve se beneficiar da expansão econômica do Brasil.

Somente boas notícias ! Então porque a decisão de venda parcial da posição ? Assim como também comentaram os analistas da Standard & Poor´s em seu relatório, muito em breve concorrentes pesos-pesados estarão invadindo o “quintal” da Net. É o caso da Telefonica, que comprou a TVA no ano apassado e avança (a passos largos…) no segmento de TV por assinatura.

 

Gráfico Semanal 

 

NETC4-10Os gráficos já refletem a algum tempo esse receio da concorrência. Desde de Julho, ao perder a LTA e posteriormente com a crise do subprime, a NETC4 perdeu quase 30% do seu valor. No momento a empresa  está presa dentro de uma congestão lateralizando.
Interessante notar, que neste período de correção o volume foi bem acima da média. A NETC4 sempre foi considerada uma empresa (buy and hold), principalmente devido a simetria interessante que o papel apresenta. Ou seja, muitos investidores (inclusive eu) seguravam em carteira o papel a um bom tempo. E talvez neste cenário de incertezas do ativo, começaram, a partir de Julho, a vender aumentando o volume transacionado. Graficamente vou utilizar o IFR, para definir pontos sobre-comprados, onde venderei uma parte da minha posição.

Lembrando que não tenho interesse de retirar o papel da minha carteira definitivamente. Apenas fazer um ajuste do total da posição.

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