Código de Negociação : BMEF3
Atividade
O negócio BM&F envolve o desenvolvimento e administração de sistemas de negociação e liquidação de títulos e derivativos, que têm referência em ativos financeiros, índices, taxas, mercadorias, moedas, preços de energia e commodities ambientais ou agrícolas. São contratos que possibilitam aos participantes fazer operações de transferência de risco (hedge), arbitragem de preços entre mercados ou ativos, diversificação e alavancagem (operar acima do patrimônio).
Filtro
Assim como na IPO da Bovespa, o investidor deve se classificar como “com prioridade de alocação” ou “sem prioridade de alocação”. Se não assinalar nenhum dos campos é automaticamente considerado como não-preferencial num eventual rateio e corre o risco de não levar nada.
Pode ser considerado investidor prioritário, aquele que manteve no primeiro dia de negociação, 80% das ações adquiridas em, pelo menos, três das quatro últimas ofertas públicas de ações ou certificados de ações (Bovespa, Amil, Helbor e Laep Investments).
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Quantidade de ações à venda
250.160.736
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Volume
R$4,2 bilhões
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Tipo/Listagem
Ordinárias (ON, com direito a voto)/ Novo Mercado
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Reservas
De R$5 mil a R$ 300 mil Do dia 19/11 até o dia 28/11
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Preço por ação
De R$14,50 a R$16,50
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Varejo
De 10% a 20% das ações
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Depois do sucesso assombroso da abertura de capital da Bovespa, que obteve uma valorização de mais de 50% no primeiro dia de negociação, chega ao mercado a oferta pública da BM&F. A expectativa é que a procura seja ainda maior. Todos os investidores que obtiveram lucro na operação da Bovespa, pretendem repetir a dose na BM&F. E aqueles que perderam a oportunidade na IPO da bolsa paulista, não querem ficar de fora agora.
Nem mesmo o cenário internacional mais adverso deve afugentar os investidores. Espera-se que os papeis da bolsa de mercadorias e futuros saiam no teto da oferta, 16,50 (isso se não houver uma nova definição de preços, como ocorreu com a Bovespa). Caso isso se concretize a empresa vai estrear com um valor de mercado de R$14,881 bilhões, um preço de quase 50 vezes o lucro previsto para este ano, de R$ 300 milhões. A Bovespa, ao sair a R$ 23,00 no IPO, tinha uma relação de 33 vezes, e, depois da escalada, vem sendo negociada a 51 vezes. Se compararmos estes números com a Chicago Mercantile Exchange (CME), a maior bolsa de futuros do mundo, que tem um preço equivalente a 43,4 vezes o lucro para 2007, fica a impressão de que a BM&F está vindo “muito cara” ao mercado.
Aliás por falar em CME, é bom lembrarmos que a cerca de um mês, a companhia americana adquiriu 10% da BM&F por US$7,98 por ação. Se a BM&F sair no teto da oferta (R$16,50) isso representaria US$9,31 por ação. Uma valorização de mais de 16% em 30 dias. Nada mal ! Quem sabe uma boa hora para realizar uma parte dos lucros, e voltar a comprar mais barato depois.
É importante porém considerarmos em nossa avaliação, as perspectivas de crescimento que a BM&F tem para o futuro. Em 2008, o Brasil deve receber o grau de investimento (selo conferido pelas agências de classificação de risco e que permitirá que os grandes fundos de pensão estrangeiros apliquem no país) que deve proporcionar um aumento significativo nos volumes transacionados nas bolsas brasileiras.
Destacaria porém, que o grande diferencial entre a Bovespa e a BM&F, está exatamente no tipo de negócio. Enquanto na Bovespa, uma mudança na tendência dos mercados pode afetar a liquidez, na BM&F, as operações independem da direção que os preços tomarem. Os investidores institucionais, como as tesourarias dos grandes bancos, os fundos mútuos, de pensão e as seguradoras, (que responderam por 76% dos contratos negociados em 2006), utiizam os derivativos para se proteger ou alavancar as operações e geram movimentação em mercados de alta ou de baixa.
A bolsa de mercadorias e futuros é uma instituição de maior porte do que a Bovespa, negociando diariamente cerca de R$100 Bilhões. Lembrando que este montante não refere-se a desenbolso , e sim aos depósitos de garantia, já que depende do tamanho financeiro de cada contrato. O faturamento da empresa provém da cobrança dos emolumentos, que são bem menores daqueles cobrados pela bolsa paulista.
Enfim, assim como todo (ou quase todo… ehehe) o mercado, eu vou entrar. Não vejo espaço para a Bovespa e a BM&F na minha carteira. Uma das duas, deve sair até o final do ano.
Que a BM&F representa um ótimo negócio acho que é inquestionável. As oscilações no curto prazo, pós IPO, com certeza ocorrerão, mas como aposta de longo prazo é uma boa pedida.
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