Archive for January, 2008

Jan 30 2008

A volatilidade e o Ibovespa

Publicado por CHRistian em Estratégias, Opinião

 

Em qualquer veículo da mídia especializada que pesquisemos, é praticamente unânime a indecisão sobre o rumo no curto / médio prazo do mercado acionário brasileiro. Em uma coisa porém parece haver um consenso. As bolsas mundiais vivem um momento de forte volatilidade.

volatilidadeNo caso do índice brasileiro, é interessante notar, se olharmos o seu passado recente, que em momentos de crise a volatilidade tende a aumentar consideravelmente. E mais… quando o índice Bovespa sobe, a volatilidade cai, e quando o índice se desvaloriza, a oscilação aumenta. Formando uma correlação negativa entre os dois.

A correlação negativa entre o Ibovespa e a volatilidade (um sobe enquanto o outro cai) tem explicação. Quando as ações estão numa tendência de alta, as pessoas ficam confiantes e investem no mercado por mais tempo, fazendo com que a volatilidade caia. Em momentos de queda, os investidores ficam mais confusos. Alguns preferem vender as ações para não ter maiores perdas. Outros aproveitam a queda para comprar os papéis a preços mais baixos. Esse entra e sai acaba provocando maior volatilidade.

Trazendo a questão para o momento atual, podemos afirmar que boa parte da queda que o mercado de ações brasileiro sofreu deu-se pela “venda forçada” de posições pelos investidores estrangeiros (inclusive o fluxo da Bovespa comprova isso). A grande maioria dos gestores “foi forçada” a vender ações em países emergentes em razão do aumento da volatilidade nos preços das ações. Vale lembrar, que estes gestores internacionais, muitas vezes, são obrigados (em contrato) a desmontarem posições visando ficar menos expostos a volatilidade, que normalmente é medida tecnicamente através do VaR (Value at Risk).

E o que isso pode acrescentar na nossa estratégia ? Acredito que essa saída forçada pode ter provocado exageros em alguns papeis, principalmente aqueles com menor liquidez. Portanto, talvez seja oportuno observarmos mais de perto, aqueles ativos que continuam com fundamentos sólidos e que possam estar encontrando pontos gráficos de suporte consistentes. Lembrando apenas, que não temos como saber se a fuga de capital estrangeira já ocorrida, foi suficiente para "desafogar" a oscilação das carteiras dos gringos ou se ainda teremos novos ajustes.

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Jan 28 2008

Otimismo para 2008

Publicado por CHRistian em Informações, Opinião

 

Encerrei hoje a enquete, que pedia para que o visitante declarasse quais eram as perspectivas do principal índice brasileiro para o final de 2008. Ficou provado que a maioria dos investidores que votaram acreditam que teremos ainda uma boa valorização do Ibov. Com 108 votos (31% dos 352 votos computados) a alternativa que vai dos 70000 aos 75000 pontos foi a vencedora. Isso representa um ganho de aproximadamente 30% no ano. Considerando como parâmetro o CDI, podemos afirmar que a bolsa continua sendo um investimento de destaque.

 

enquete

 

Vamos agora a nova enquete… Queria saber de vocês, sob que pilares sustentam as vossas decisões estratégicas no mercado financeiro. Ou seja:

——————————-

A tua estratégia é baseada em que tipo de análise ?

View Results

 

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Jan 26 2008

Análise Semanal 26/01

 

Essa semana tivemos apenas 4 dias de negócios. Tanto aqui no Brasil, com o feriado da cidade de São Paulo na sexta-feira 25/01, como nos EUA, com o feriado de Martin Lutter King na segunda dia 21/01. Mas o destaque da semana, não foi o fato de termos menos dias de pregão. O interessante, foi o movimento de recuperação das bolsas mundiais, diante das recentes quedas. Apesar de ainda não apresentar números expressivos de alta, a sangria deu uma pausa. O Ibov fechou praticamente estável -0,08% e o Dow subiu 0,89%.

Resultados contraditórios

Durante a semana pipocaram diversos números sobre a saúde das empresas americanas. Os dez grandes bancos norte-americanos mais afetados pela crise do mercado de crédito subprime já perderam US$ 353 bilhões em valor de mercado desde o final de agosto até a última sexta-feira. Para se ter uma idéia, isso equivale a quase 40% de todo o valor de mercado das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a mais de seis Bradescos. Somente o Citigroup perdeu US$ 111 bilhões em valor de mercado, o que equivale a um recuo de 48% sobre o valor que a instituição tinha no final de agosto do ano passado. O banco valia na última sexta-feira US$ 121 bilhões, ante US$ 233 bilhões antes do começo da crise.analise2

Por outro lado, empresas não financeiras, deixam ainda a esperança de que tudo não passa de apenas um susto. A Johnson & Johnson´s (J & J) alegrou o mercado financeiro americano, ao anunciar resultado melhor do que o esperado no quarto trimestre de 2007. A maior fabricante mundial de produtos de cuidado com a saúde fechou os três meses com ganho líquido de US$ 2,4 bilhões (US$ 0,82 por ação), 9,5% acima dos US$ 2,2 bilhões (US$ 0,74 por ação) apurados em igual intervalo de 2006.

Outro exemplo foi a AT&T. A empresa americana de telecomunicações, lucrou US$ 3,1 bilhões nos três últimos meses de 2007 em uma base líquida, o equivalente a US$ 0,51 diluído por ação. O montante ficou em mais de 60% acima daquele somado em mesmo período de um ano antes, de US$ 1,9 bilhão, ou US$ 0,5 por papel. As receitas quase dobraram - saíram de US$ 15,9 bilhões para US$ 30,3 bilhões.

Segundo a Bloomberg, 28 das 39 empresas não-financeiras do S&P500 que anunciaram resultados até agora tiveram lucros bem acima das expectativas.

A surpresa

Apenas esses resultados positivos porém, seriam insuficientes para acalmar os mercados. Na terça feira, entrou em ação o “Capital Nascimento” (ops !) americano, Sr. Ben Bernanke.
Apesar da decisão do Fed não ter sido unânime, o corte de 75 pontos básicos para 3,5% ao ano, representa uma tentativa de proteger a economia da desaceleração do setor imobiliário e da turbulência no mercado financeiro. Segue a tradução da declaração feita após o anúncio do corte:
“O Comitê tomou essa ação em virtude da deterioração da perspectiva econômica e dos riscos mais elevados para o crescimento. Apesar dos problemas nos mercados de financiamento terem diminuido no curto prazo, as condições mais amplas do mercado financeiro continuaram se deteriorando e o crédito ficou mais enxuto para alguns empresários e mutuários. Além disso, dados futuros indicam um agravamento da contração do mercado imobiliário, bem como nos mercados de trabalho”, divulgou a instituição em comunicado.
“O Comitê espera que a inflação modere nos próximos trimestres, mas será necessário continuar monitorando os acontecimentos da inflação cuidadosamente”,
acrescentou o texto. “Riscos para o crescimento persistem. O Comitê continuará avaliando os efeitos dos acontecimentos nas perspectivas econômicas e vai agir se necessário para combater esses riscos”, completou o Fed.

Apesar da reação imediata nos mercados mundiais, a sensação de muitos economistas era de que essa decisão inesperada do Fed, na verdade, refletia que a crise era mais séria do que se imaginava.

O pacoteanalise3

A calma seria apenas sacramentada com o anúncio do pacote de estímulo econômico acordado entre o governo e congressistas americanos. Pelo pacote, o governo americano distribuirá cheques aos contribuintes, a título de restituição de impostos, e incentivará a compra de equipamentos por parte das empresas. A idéia é beneficiar mais de 110 mil famílias com renda anual de até US$ 187 mil. O contribuinte individual fará jus a US$ 600 e casais poderão receber US$ 1,2 mil, além de US$ 300 para cada filho.
Os investidores se animaram com a perspectiva de que essa injeção de dinheiro na economia possa reaquecer o consumo e ajudar as famílias em dificuldades a pagar dívidas.

George Soros, nos trazendo de volta a realidade

Sem dúvida a semana nos trouxe perspectivas mais positivas para a crise. Mas em recente artigo, o mega investidor George Soros, alerta que “em vista do encarecimento do petróleo, dos alimentos e de outras commodities, e da valorização mais rápida do yuan, o Fed também precisa preocupar-se com a inflação. Se os juros forem cortados para abaixo de certo ponto, o dólar ficará sujeito a renovadas pressões e os bônus de longo prazo passariam a proporcionar um rendimento mais alto. É impossível determinar qual seria esse ponto, mas quando for atingido, a capacidade de o Fed estimular a economia terá chegado ao fim.”

Conclusão: otimismo sim, mas sem euforia.

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Apresentação em vídeo

Gráficos exibidos nesta edição: Ibov, Dow Jones, Risco Brasil e os Fluxo dos Investidores na Bovespa e na BMF.

 

video

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Jan 24 2008

Raio X da crise americana

 

 

Aproveitando o dia mais tranquilo nos mercados, resolvi exercitar o meu modesto "economês" e tentar fazer um raio x do que eu imagino esteja acontecendo com a economia americana e consequentemente com a mundial. Dividindo em segmentos, faço um apanhado resumido das informações sobre essa crise que promete ser lembrada no futuro, como o estopim da retração da liquidez mundial.

Setor Imobiliário

A origem de tudo. A construção de novas casas, que representa 4% do PIB americano, despencou. A venda de residências novas continua em queda livre. Trazendo consigo os preços, que para muitos analistas, já começam a ficar interessantes em muitas regiões.
Desde 1997 os preços das residências mais que dobraram em termos reais. Em particular, a alta dos preços residenciais fornece aos consumidores a garantia de que precisam para um aumento enorme na tomada de crédito.
Em crises americanas do passado, o mercado imobiliário sempre foi o sintoma de que uma recessão se aproximava, e não a causa. Desta vez, a fonte do problema está no próprio estouro da bolha imobiliária.

Endividamentoraiox2

Em relação à sua renda, os consumidores vêm assumindo mais dívidas há décadas, uma vez que o sistema financeiro[bb] cada vez mais sofisticado dos EUA possibilita acesso ao crédito a mais pessoas. Mas o ritmo do endividamento subiu dramaticamente. A relação da dívida dos domicílios americanos com a renda disponível está agora acima dos 130%. No começo desta década, era de 100%; no começo da década de 90, era de 80%.

Consumo

Estudos sugerem que as mudanças nos preços das residências têm um impacto maior sobre os gastos do consumidor[bb] em países onde os mercados de crédito são mais desenvolvidos, como os EUA. Esses trabalhos concluem que uma queda de US$ 100 na riqueza financeira é tradicionalmente associada a uma queda de US$ 3 a US$ 5 nos gastos. Já uma queda equivalente no patrimônio habitacional acaba reduzindo os gastos em algo entre US$ 4 e US$ 9.
Considerando o tamanho do setor habitacional é possível prever que os gastos do consumidor cairiam quase dois pontos percentuais por ano.

Crédito

Por outro lado os bancos já estão reagindo. Segundo a pesquisa mais recente feita pelo Fed com funcionários de bancos americanos responsáveis por empréstimos, um quarto das instituições elevaram suas exigências para empréstimos ao consumidor. Assim  o americano começa a ter dificuldades de obter recursos emprestados.

Petróleo

Com a perda de liquidez, o americano deve torcer para que o petróleo continue com sua recente tendência de queda. Afinal de contas, qualquer aumento, por menor que seja, na gasolina, tem um forte impacto no poder de consumo da população. Segundo dados do Goldman Sachs, esse número pode chegar a 1,2% aa sobre os gastos do consumidor.

Mercado de Trabalho

Até o momento parece estar resistindo bem a toda a turbulência. A divulgação hoje, do número de pedidos de auxilio-desemprego, ficando abaixo da raioxexpectativa dos analistas,  reforça o fato que as empresas ainda não começaram a dispensar funcionários e a retrair drasticamente a produção.

Exportações

Boa parte da estabilidade do emprego se deve as exportações. As exportações americanas estão aquecidas enquanto o crescimento das importações diminuiu bastante. Isso reduziu o déficit comercial dos EUA e elevou a produção industrial. As exportações não continuarão crescendo às taxas alucinantes dos últimos meses, mas com o dólar dando sinais tímidos de recuperação e com as economias emergentes se mostrando particularmente resistentes, as exportações continuarão sendo um impulso importante.

Recessão

Juntando todo o exposto acima, teremos (ou já temos) uma recessão ? Difícil de dizer. O ponto em questão é que mesmo que a economia evite tecnicamente uma recessão, a maioria dos americanos terá a impressão que estar em meio a ela - uma vez que a queda virá do consumo. E isso representa uma mudança profunda. Os americanos não estão acostumados a terem que reduzir os gastos. Mesmo nas recessões anteriores, políticas de corte nos impostos, juros baixos e preço alto das residências, permitiram a população continuar gastando.
Agora as mesmas medidas vem sendo adotadas. Bush entrou em ação com um mega pacote tributário… Bernanke surpreende cortando os juros, em uma reunião extraordinária. Se serão suficientes esses eventos, em breve saberemos.
Uma coisa porém parece certa. Neste ano eleitoral, com recessão ou sem, os EUA têm uma estrada traiçoeira pela frente.

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Jan 22 2008

Depois do pânico… a trégua !

Publicado por CHRistian em Análises

 

Graças a um corte inesperado da taxa de juros americana, na ordem de 0,75 pontos (passando para 3,5% aa), tivemos finalmente uma trégua na sangrenta queda dos mercados mundiais.

DJIAinda é muito cedo para comemorações mais eufóricas. Mas sem dúvida, o candle de reversão deixado no Dow é animador.

Amanhã não teremos indicadores de peso nos EUA. Tudo indica portanto que a tranqulidade deve reinar.

Na quinta, destaque para os números do seguro-desemprego americano. Sem dúvida um bom termômetro para avaliarmos a distância que nos separa da recessão.

No mesmo dia, teremos o anúncio das vendas de casas existentes. Para muitos analistas, os preços residenciais já começam a ficar muito convidativos, mas julgo ainda muito cedo para uma retomada da procura por bens imóveis.

Aqui na nossa bolsa, com a recuperação da paz no cenário internacional, muitas oportunidades surgiram no intraday. Destaque para a PETR4 com 9,76% e a CSNA3 com 10,42%, que com certeza devem ter feito a festa dos daytraders.

 

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Jan 21 2008

Pânico !

Publicado por CHRistian em Análises

 

Hoje, com o feriado dos EUA, havia traçado um cenário de maior tranquilidade nos mercados mundiais. Mas ao percorrer, na primeira hora de trabalho do dia, como se comportavam as bolsas asiáticas e europeias… um susto ! Japão e China mais de 5% de queda… DAX -7%…. FTSE  -5% !!!

A minha primeira reação foi a de que o meu software de cotações estava com problemas. Corri atrás dos sites do mercado… era verdade… os mercados mundiais estavam derretendo !

Depois de recuperar a respiração, resolvi investigar. Será que temos um novo avião se chocando em solo americano ? um novo 11 de Setembro ?

Não. Não foi caso. Além das já conhecidas notícias sobre a crise americana, não havia nenhuma novidade.

Os investidores estavam em pânico. Nesse momento, a literatura sobre investimentos recomenda calma e se possível aproveitar o efeito psicológico negativo e os exageros que sempre ocorrem.  O problema é ter a coragem necessária para nadar contra a correnteza.

Com os mercados em Nova York fechados, as bolsas mundiais praticamente operaram no escuro, orientadas apenas pela queda dos índices futuros de seu principal referencial. Ou seja, o que era para ser um dia tranquilo e com poucos negócios, transformou-se em pesadelo.

Panorama do estrago…

 

dax

ftse

Dax -7,16%

FTSE -5,48%

china

japao

Shangai Composite -5,13%

Nikkei -3,86%

 

IBOV

IBOV -6,62%

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Jan 19 2008

Análise Semanal 19/01

 

Uma semana pesada e dolorida para muitos investidores. Essa é a melhor definição que eu encontro para uma semana de grandes perdas na maioria dos mercados mundiais.

Um pequeno apanhado das principais bolsas:

 

IBOV

-7,16%

DOW JONES

-4,02%

S&P500

-4,19%

NASDAQ

-2,58%

DAX - Alemanha

-3,94%

FTSE - Inglaterra

-0,65%

Shanghai Composite - China

1,38%

Nikkei 225 - Japão

-1,77%

 

Indicadores e inflação

 

Foi uma semana de agenda cheia, principalmente nos EUA. Logo na terça e quarta-feira, vieram a público números sobre a inflação americana, que mesmo não assustando, não foram capazes de deixar o investidor menos preocupado. A expectativa era de que com a inflação teoricamente controlada, o presidente do Fed antecipasse e aumentasse o vigor dos cortes da taxa básica de juros.

Ainda na quarta-feira, o Livro Bege e a unidade regional do Fed na Filadelfia, destacaram o desaquecimento na atividade manufateira e a queda do consumo no final do ano passado, afetando diretamente os setores varejistas e automotivo.

 

Primeiros Resultados

 

Grande instituições financeiras americanas começaram a divulgar os seus resultados. Destaque para os péssimos números do Citigroup (prejuízo de US$9,8 bilhões) e Merril Lynch (também acima de US$9 bilhões). Já o banco JP Morgan Chase anunciou os resultados do quarto trimestre de 2007, reportando baixas contábeis de US$ 1,3 bilhão nas operações relativas ao subprime. A receita líquida foi de US$ 18,275 bilhões, com ganhos de US$ 0,86 por ação. O lucro líquido ficou em US$ 2,971 bilhões.

 

Com a palavra, o presidente do FED…

 

Mas sem dúvida o fato mais importante da semana foi o pronunciamento (inútil) do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Bernanke disse apoiar os esforços de criação de um pacote de estímulo fiscal para ajudar a economia.

Ele repetiu que o Fed está pronto para atuar agressivamente para conter os riscos de recessão. “A ação fiscal pode ser útil em princípio, já que os estímulos fiscais e monetários, juntos, podem dar mais suporte à economia dos que as medidas monetárias sozinhas”, declarou, ressalvando que é importante que qualquer medida fiscal seja posta rapidamente em prática e tenha impacto máximo em 12 meses. “Qualquer outro efeito teria mais danos que benefícios”, avisou. Segundo Bernanke, a economia norte-americana segue sem mostrar dados animadores. “Recentemente, a informação que chega tem sugerido que o cenário sobre a atividade real em 2008 piorou e que os riscos ao crescimento se tornaram mais pronunciados”, afirmou. “Continuamos prontos para tomar medidas adicionais substanciais, à medida que forem necessárias, para dar suporte ao crescimento e segurança adicional contra os riscos de baixa”.

Apesar do discurso estar em linha com o esperado, faltou alguma novidade. Faltou objetividade. O mercado está carente de boas notícias. Talvez se ele não falasse, as bolsas até poderiam subir, já que trabalhariam na expectativa do discurso ou de alguma novidade do governo norte-americano.

 

Com a palavra, o presidente dos EUA…

 

Por falar em governo americano, a sua “voz” foi ouvida na sexta-feira. O presidente dos EUA, George W. Bush, propôs nesta sexta-feira (18) um pacote de isenção fiscal de cerca de US$ 145 bilhões como forma de ajuda imediata para contornar a crise do setor imobiliário.
Segundo Bush, o pacote focará a redução de impostos no valor de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. Considerando o que a economia do país movimentou no ano passado, isso representaria aproximadamente US$ 145 bilhões.
O plano de isenção incluiria benefícios para empresas e para as pessoas. “Aprovando um pacote efetivo de crescimento, daremos uma injeção na veia para manter um crescimento econômico fundamentalmente saudável”, afirmou o presidente.

Assim como Bernanke, Bush não acrescentou muita coisa para o mercado, e o mau humor continuou até o fechamento da semana.

 

A economia americana precisa de uma injeção urgente de adrenalina. Mas pelo jeito, as primeiras tentativas dos dois principais atores (Bernanke e Bush) não trouxeram resultados.

 

Boa notícia

 

Semana negra. Mas pelo menos uma boa notícia venho do cenário internacional. E foi exatamente referente ao Brasil.

Para o jornal britânico Financial Times, “o Brasil está se surpreendendo com o aumento dos investimentos estrangeiros”. Para o jornal, “o fluxo de investimento estrangeiro direto está aumentando. Por muito desta década, as atrações brasileiras foram ofuscadas pelas dos outros gigantes dos mercados emergentes, China, India e Rússia - até agora, o país dos Bric que cresce mais rapidamente. Mas, nos últimos meses, o Brasil começou a melhorar.” E ainda… “O crescimento, que chegou a 5% em 2007, é desapontador se comparado ao da China ou da India, mas investidores estão cada vez mais confiantes de que uma demanda doméstica maior e o aumento das taxas de formação de capital vão permitir ao Brasil sobreviver relativamente ileso a um desaquecimento na economia americana.”

Diria que até certo ponto, o artigo foi extremamente otimista. Mas como são raros os noticiários positivos sobre o Brasil, destaco como a materia do Financial terminou. Citando a economista Emy Shayo, do Bear Stearns, que teria dito: “As pessoas estão totalmente apaixonadas pelo Brasil. Investidores vêm aqui e acreditam que este é o melhor país do mundo.”

Calma… vamos com calma…

 

Apresentação em vídeo

Gráficos exibidos nesta edição: Ibov, Dow Jones, S&P500, CRB, Risco Brasil e os Fluxo dos Investidores na Bovespa e da BMF.

 

 

video

 

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Jan 17 2008

Newsletter Expomoney

Publicado por CHRistian em Informações, Opinião

 

expo

 

Amigos, gostaria de compartilhar com vocês a publicação de um artigo escrito por mim para a Newsletter da Expomoney. O conteúdo é na verdade um breve relato sobre a minha experiência como investidor pessoa física. Muito parecido com o que eu apresentei na minha palestra na Expomoney, aqui do Rio de Janeiro. Uma abordagem simples, mas que acho pode ser de muita valia, principalmente no atual momento de turbulências.

 

Leia o artigo : http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=142&orig=eml

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Jan 16 2008

BOVH3 - Atualizando

Publicado por CHRistian em BOVH3, x Histórico

 

BOVH3Apesar do belo sinal de reversão deixado hoje, a Bovespa Holding assim como todo o mercado, nos últimos dias vem sofrendo uma forte desvalorização. Além do mau humor dos investidores perante o agravamento da crise financeira americana, boa parte da forte queda no papel da bolsa brasileira se deve ao aumento da alíquota do CSLL, anunciado pelo governo federal, no famoso pacote pós CPMF. Mesmo havendo ainda uma certa dúvida sobre a incidência da nova alíquota na empresa, pelo fato de a Bovespa não ser uma instituição financeira, a BOVH3 apresentou em 2008 uma queda de mais de 30%.

A forte incidência de pessoas físicas como investidores da companhia (são mais de 30 mil), talvez seja uma explicação para a queda acentuada. Muitos investidores novatos, ao primeiro sinal de pânico, venderam e procuraram garantir o lucro obtido desde a IPO.

Cabe uma reflexão. Muita gente questiona que os múltiplos da empresa se comparados com outras bolsas mundiais se encontram muito altos, mas esquecem de considerar na análise, o potencial enorme da empresa. As perspectivas para o país, apesar de toda a turbulência, continuam positivas para o ano. E a Bovespa diferentemente de outras companhias, não depende somente do crescimento do país. Para a empresa, um período como o atual, de extrema volatilidade  representa um cenário propício para o aumento da receita.

Hoje em entrevista ao Valor Econômico, o diretor geral e de Relações com Investidores da Bovespa Holding, Gilberto Mifano, não descartou que em breve podem ser retomadas as conversas para uma fusão entre a empresa e a BM&F, seguindo uma tendência mundial de consolidação no setor. Sem dúvida isso irá proporcionar o nascimento de uma grande companhia de nível mundial, tornando-se referência na América Latina.posicao

Desde o IPO, destaque para a participação do Credit Suisse no ativo. Veja no quadro ao lado, um resumo da posição líquida por corretora. O Credit Suisse aparece em primeiro lugar com um saldo de mais de 6 milhões de ações. Monitorar o movimento desta corretora, torna-se fundamental.

 

 

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Jan 16 2008

Amanhã, (mais) um dia decisivo

Publicado por CHRistian em Informações

 

Se já não bastasse a volatilidade de hoje e o candle de indecisão deixado hoje no Dow Jones, amanhã o dia promete. 

Acompanhe os principais eventos no Brasil e nos EUA:

 

Brasil

  • A FGV divulga às 8h os dados do IPC-S Capitais referentes à segunda quadrissemana de janeiro.
  • O Tesouro Nacional deve realizar leilão tradicional de oferta de LTN, LFT e NTN-F.
  • A Votorantim Celulose e Papel (VCP) divulga, antes da abertura, os resultados referentes ao quarto trimestre de 2007.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, no Palácio do Planalto, da cerimônia de início das comemorações sobre o centenário da imigração japonesa ao Brasil. Durante o dia, concede audiência ao governador do Amapá, Waldez Góes.
  • A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulga sondagem feita junto a empresários do varejo referente ao comportamento das vendas nos 10 primeiros dias de janeiro e ainda as perspectivas para fevereiro e para 2008. 

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Estados Unidos

  • 11h30: O Departamento do Trabalho norte-americano divulga seu relatório sobre o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 12 de janeiro. As expectativas são de uma alta de 13 mil no número de novos pedidos indo de 322 mil para 335 mil.
  • 11h30: O Departamento do Comércio norte-americano divulga o índice que mede a construção de imóveis em dezembro. As previsões são de uma queda de 3,1% na taxa anualizada para 1,150 milhão de residências. O subíndice de permissão para novas construções (alvarás) deve cair 1,9% para 1,140 milhão de residências.
  • 15h: O Federal Reserve Bank da Filadélfia anuncia o índice que mede a atividade industrial na região em janeiro. Economistas esperam uma alta para -1,5. Em dezembro o indicador ficou em -1,6. Uma leitura positiva indica expansão e um valor negativo representação contração da atividade.
  • A temporada de balanços trimestrais continua nos Estados Unidos. Antes da abertura dos negócios saem os resultados dos bancos Bank of New York Mellon e Merrill Lynch, da companhia aérea Continental Airlines e da corretora online TD Ameritrade. Depois do fechamento do pregão em Wall Street saem os números da produtora de chips AMD, da fabricante de computadores IBM e da financiadora Washington Mutual.
  • O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, discursa, às 13h, sobre possíveis estímulos para a economia norte-americana diante do Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes.
  • A presidente do Fed Cleveland, Sandra Pianalto, fala às 11h15 sobre perspectivas para a economia. O presidente do Fed Atlanta, Dennis Lockhart, presta depoimento sobre o mesmo assunto às 16h15. Já o presidente do Fed Dallas, Richard Fisher, discursa sobre protecionismo às 15h30. Pianalto e Fisher integram o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) este ano.

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