Sep 24 2007
Fixed Fraction Method
Depois de algum tempo sem postar, estou retomando os artigos relacionados as estratégias de Money Management. Gostaria de agradecer aos emails recebidos de leitores elogiando e se interessando pelos artigos escritos sobre o assunto. Devido ao grande trabalho que estes artigos demandam, sem dúvida sem as palavras de incentivo de vocês talvez não voltasse a abordar o assunto.
Antes de iniciarmos, julgo interessante para aqueles que não leram os artigos anteriores que o façam. Sem dúvida o entendimento será muito maior.
( Money Management, Martingale, Antimartingale, A formula de Kelly )
O Fixed Fraction Method é um sistema de manejo de risco que procura identificar qual é o melhor percentual do nosso capital de investimento que devemos arriscar em cada operação. Esse percentual é identificado como “fraction” ou “f%” ou simplesmente “f”.
O método exige que o investidor determine um stop loss e o valor financeiro máximo que se admite perder em cada operação. Dividindo um valor pelo outro alcançamos a quantidade de contratos (ou ações) que podem ser operados. Depois de cada operação concluída é necessário refazer o cálculo para que se determine o novo número de contratos a ser negociado.
Vamos supor uma série de trades, para ajudar na compreensão:
Vamos imaginar também que queremos limitar nossa perda em cada trade em 1.250 reais (stop loss) e que iremos arriscar 5% do nosso capital total em cada operação. Iniciamos a simulação com um montante de 100.000 reais.
Chegamos no final da simulação com um resultado de 123.150 reais(121.750+1.400 do décimo trade). Sem dúvida o percentual de 5% nos trouxe uma boa rentabilidade, mas será que é o melhor ? Vamos simular agora com outros percentuais:
Percebe-se que o aumento do percentual arriscado não corresponde necessariamente a um aumento do resultado final. O montante final com o percentual de 25% é superior ao de 50%. Aliás, esta constatação parece até óbvia. Afinal se pensassemos em operar com 100% do capital, bastaria um trade para que zerassemos nossa conta.
Devemos ressaltar que o percentual arriscado não representa o drawdown do sistema. O drawdown depende da sequência dos trades.
Ser obrigado a “stopar” uma operação é muito desagradável, mas sem dúvida é muito mais estressante para o trader assimilar um drawdown percentual, ou seja, o quanto se desvaloriza nosso capital total depois de ter alcançado uma máxima relativa.
Dito isso, vamos acrescentar ao nosso exemplo o drawdown (DD) e a respectiva percentual (DD%) depois de cada operação. Por exemplo, no primeiro trade nos perdemos 1.000 reais; começando com 100.000 reais menos os 1.000(=DD), chegamos aos 99.000, exatamente 1% (=DD%) de 100.000. Os cálculos são simples, lembrando que o drawdown é calculado sempre pela máxima cotação do contrato.
(Caso tenham alguma dúvida, sobre o entendimento da tabela abaixo, por favor, comentem. Terei enorme prazer em explicar).
Os percentuais em negrito representam os maiores drawdowns percentuais em cada fração “f” testada.
É interessante notar que nem sempre o maior drawdown percentual representa o maior drawdown absoluto. Isso se torna evidente na coluna da fração de 50%, onde o máximo DD% é a incrível marca de 69,91% correspondente ao valor absoluto de 108.500 reais, enquanto após alguns trades a estratégia alcança um valor de perda de 141.250 reais, diante de um percentual de “apenas” 49,68%.
Normalmente são utilizados os valores percentuais, considerando que a resistência a perda de determinado valor aumenta com o crescimento do capital total. Ou seja, perder 1.000 reais para quem tem 10.000, não é a mesma coisa (psicologicamente falando), do que uma perda de 1.000 e tem uma conta de 100.000 reais.
Voltando a olhar a tabela, parece evidente que uma exposição maior provoca movimentos mais voláteis, tanto nos trades positivos como naqueles negativos. O percentual de 25% no nosso exemplo aparece como a melhor escolha depois de 10 trades, levando o saldo total da nossa conta a 215.950 reais, mais de 115% de valorização. Mas aí, surge a pergunta fundamental: Quantos traders resistiriam a um drawdown de 43,41%, levando o total da conta a 78.550, diante dos 100.000 iniciais ?
Se conhecêssemos o futuro nossa tarefa seria mais fácil, escolheríamos o “f” igual a 25%, e teríamos apenas o trabalho de contar o dinheiro.
Bem, se você chegou até aqui, sem dúvida se interessou pelo assunto. Descobrimos agora a importância do drawdown na definição da nossa estratégia de money management. Nos próximos artigos continuarei com o estudo, buscando trazer para vocês os métodos e as aplicações mais usados por traders de todo o mundo.
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Com o advento da internet o mundo bursátil, assim como diversos outros setores, vem sofrendo gradualmente diversas mudanças. O acesso a informação, antes restrita à aqueles que freqüentavam os pregões fisicamente, hoje está ao alcance de praticamente todos. Sites, blogs, fóruns, cursos online, etc estão a disposição do novo investidor.






