Oferta pública da Vale
Publicado em 14.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, VALE5
Amanhã termina o prazo para reserva na oferta pública da Vale. Veja o cronograma:
A empresa adotou o filtro contra especuladores de primeira hora, chamados "flippers", que compram em ofertas iniciais para vender logo na largada, de olho no lucro rápido. Quem não tiver histórico de manutenção de ações nas últimas quatro ofertas será considerado sem prioridade de alocação. No varejo, os investidores terão de fazer reserva para compra das ações com valor mínimo de R$ 3 mil e máximo de R$ 300 mil .
Dos recursos líquidos (mais ou menos R$20 bilhões) a serem obtidos pela Vale com este aumento de capital , ela pretende destinar 66,66% para seu programa de investimentos e para aquisições. Os restantes 33,34% serão usados para ampliar a flexibilidade financeira da empresa, meio contraída desde a compra da Inco.
Ultimamente os pápeis da Vale sofreram uma forte desvalorização no mercado. Além de aspectos ligados a crise americana, é muito comum empresas que demonstram interesse em levantar recursos através de ofertas públicas (secundárias), serem penalizadas pelos investidores. Mas da mesma forma que caem antes da IPO, o passado nos mostra que em seguida a grande maioria das ações volta a se valorizar.
Recentemente foi divulgado que a Bradespar, uma das principais acionistas da Vale, pretende levantar mais de R$1 bilhão com a emissão de notas promissórias, afim de manter a participação que possui indiretamente no bloco de controle da mineradora. Para isso, a Bradespar chegou a colocar as ações da CPFL energia que ela detém, em garantia da emissão.
Ou seja, quando percebemos um esforço tão grande por parte de um dos controladores da empresa, fica mais fácil ganharmos confiança e entrarmos na oferta pública. Além do que, é inegável que mais cedo ou mais tarde, a Vale irá anunciar a compra de alguma outra empresa no exterior e estando capitalizada o receio do endividamento fica em segundo plano.
Examinando os gráficos das maiores mineradoras do mundo, percebemos que a recente queda foi não exclusividade da Vale. Tanto a BHP Biliton como a Rio Tinto, em meados de Maio, mais precisamente no dia 19/05, fizeram o último topo.
Das três empresas a única que perdeu a média móvel de 200 períodos foi a Vale, o que pode representar uma possibilidade de ganhos acima das concorrentes.








